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A mudança é um processo, não um evento!

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Mudanças: O título desta primeira coluna veio de um texto de Susan David que li exata – e felizmente – no último dia 31 de dezembro. Durante os últimos meses do ano guardei alguns textos e vídeos que pudessem me servir de inspiração e impulso para essa longa página em branco que nos é presenteada em “todos os janeiros”.

A verdade é essa: a grande maioria de nós anseia e tem esperança nesta folha em branco e tudo o que poderemos escrever nela “daqui para a frente” e, são nestes momentos, que nossas metas são definidas. Mudar de carreira, cuidar mais do corpo, (re) decorar a casa, retomar a amizade com o amigo distante. Tudo como se Janeiro fosse a porta verdadeira de grandes e definitivas mudanças.

E aí me veio o insight…  E se as mudanças não forem um evento, aquela data pontual onde definimos: daqui para frente não irei comer nunca mais brigadeiro vendo minha serie favorita no Netflix?

Talvez as verdadeiras e definitivas mudanças – definitivas como possíveis de serem mantidas ao longo do ano e não apenas em Janeiro para depois serem esquecidas?

Encarar as mudanças como um processo – de médio ou longo prazo – nos permite errar, consertar, desistir em um dia e recomeçar no seguinte sem nos sentirmos fracassados e impotentes.

Um processo afinal amplia nossa visão, encarar a mudança como um caminho e não como um evento, diminui as chances de desistir e aumenta nosso impulso para continuar a despeito dos obstáculos no caminho. Assim, comer aquela colherada de brigadeiro em um domingo não impede que recomecemos na 2ª feira, não é mesmo?

Ter esperanças é humano e necessário e não são necessárias grandes revoluções para progredir em nossas metas. Pensar em evolução ao invés de revolução torna o caminho mais fluido.

O importante é manter o impulso que este começo de ano nos dá. Feliz 2019 a todos.

Gil Bastos

www.kazaasa.com

Email: gilbastos@kazaasa.com