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O filme não é novo nem a indicação ao Oscar como representante brasileiro em 2018. Mas como está em cartaz no Shopping Galleria e foi indicado ao Oscar é bom falar sobre Bingo. O rei das manhãs. 
Bingo – o palhaço do filme que teve seu nome trocado por questões autorais e criativas – retrata a vida nada lúdica de Augusto Mendes que antes de ser o Bozo foi ator de pornochanchada, mas sonhava com um papel sério na indústria do entretenimento.
Numa dessas voltas que a vida dá – e super bem mostrada no filme – Augusto se torna na TV o mais conhecido palhaço do Brasil mas também em um tom anárquico, politicamente incorreto e louco – coisas que só os anos 80 o permitiam.
Vladimir Britcha excelente como Bingo mostra a vida de excessos do palhaço entre drogas, farras e até mesmo o uso de cocaína pouco antes de entrar no ar.
O filme não alivia e traz os altos e baixos entre festas embaladas a hits dos anos 80 que todos amam remetendo à uma época querida pela grande maioria do público que vai ao cinema ver Bingo e conhece um pouco mais da trajetória do que acontecia antes da corrida de cavalinhos, um ícone da infância de muitos.
Então se você curtiu Bozo e a decáda de 80 ainda dá tempo. Pega a pipoca e corre para o cinema.
Bingo está em cartaz no Shopping Galleria.
Cheque sempre com os cinemas antes de sair de casa pois mudanças podem ocorrer.
Até Mais!
Gil Bastos

Não tem jeito: fim de ano (como assim já estamos em novembro?) traz para muitos o peso de promessas não cumpridas, mas para outros traz também o sentimento de folha em branco para um ano novo: novas promessas, novos desejos e, sim, novas esperanças.

A arte traduz muito bem e frequentemente esse sentimento que nos move: a esperança, a motivação, afinal, quem nunca leu um bom livro ou saiu do cinema com aquela sensação de “que história, se ele pode eu também posso” ou “se ela com tudo o que passou venceu, eu também vencerei”?

Quem sabe então uma lista de filmes que falem sobre esse sentimento não possa preencher nossas telinhas e telões nos preparando para esse novo ano que chega?

A vida é bela – filme italiano de 1997 que fala de esperança onde menos se espera – durante a realidade crua de uma guerra mundial e que tem no seu protagonista a imaginação como salvação e cura.

A pequena Miss Sunshine – uma comédia de 2006 que faz rir e ao mesmo tempo emociona em vários momentos mostrando uma família unida na busca de seus sonhos. Começando pela filha mais nova que contra os estereótipos sonha em ser uma Miss.

Preciosa – Uma história de Esperança – como o nome entrega esse drama de 2009 mostra a história de uma jovem de 16 anos que em uma mudança de escola encontra uma chance de mudar o seu destino.  

A Teoria de Tudo – o filme de 2015 (e meu preferido da lista) conta a história do gênio astrofísico Stephen Hawking que, aos 21 anos de idade, foi diagnosticado com uma grave doença degenerativa que limitou seus movimentos, mas não sua vida.

Pegue sua pipoca (ou o seu panetone) e curta ver ou rever esses belos filmes!

Até breve!

Gil Bastos

 

 

 

Se você é como eu e sente que esse friozinho tem cara, cheiro e gosto de filminho em casa, bem vindo ao clube. E se você é também como eu e gasta mais muito tempo procurando “o filme certo” do que assistindo…bem vindo ao clube também. A verdade é que: quanto maior a oferta maior a dúvida, não é?

O número não é exato, mas estima-se que só no Brasil a Netflix oferece mais de 25 mil opções em centenas de categorias. Para facilitar a busca e aproveitar o friozinho do final de semana trouxe uma lista de tesouros escondidos entre tantas opções…  optei pelos clássicos…espero que curtam.

Até porque frio, filme e pipoca são clássicos também!

Paris, Texas (1984)

paris

Era Uma Vez no Oeste (Once Upon a Time in The West – 1968)

oeste

Amadeus (1984)

amadeus

Taxi Driver ( 1976 )

taxi

O sol é para todos ( 1962 )

sol

Rede de Intrigas ( 1976 )

rede

Noivo Neurótico, Noiva Nervosa ( 1977 )

 

noiva

O Grande Gatsby ( 1974 )

great

Até mais!!

Gil Bastos

Quem tem filhos ( ou sobrinhos, netos etc ) sabe… não basta ser pai, tia, tio ou avós…tem que participar. Nas férias então tem que participar e muito! Felizmente não faltam boas opções de diversões e vamos hoje falar de um bom filme para curtir junto aos pequenos.
Detetives do Prédio Azul, filme brasileiro adaptado da série com o mesmo nome, mostra a história de crianças-detetive que conquistou uma público cativo na TV fechada.
Na telona ampliaram-se o número de mistérios e personagens e o resultado é bacana, conquista pela produção caprichada. Os efeitos especiais vão além do que normalmente se vê em produções nacionais e o roteiro e personagens mantém o ritmo até o final.
Especialmente gostoso é ver os atores originais  (e o quanto cresceram!) e, as cenas filmadas em um submarino de verdade, contribuem para o resultado divertido.
Detetives do Prédio Azul é daqueles filmes que até os adultos acabam curtindo.
Então corra para o cinema com os pequenos, pegue a sua pipoca e solte a imaginação!
DPA está em cartaz nos cinemas dos Shoppings Galeria e Iguatemi Campinas mas sempre vale checar antes pois mudanças podem acontecer.
Até breve!
Gil Bastos

Mais uma vez falando de arte e falando sobre o  “presente”.

Sim, esse presente no qual vivemos e que gera tanta discussão e reformulação de pensamentos e opiniões.

Vamos falar sobre Divinas Divas um filme/documentário que traz o assunto “travestis”, um tema atual e que  teve também sua época áurea ao longo das décadas de 60/70, quando travestis travaram luta contra o preconceito para firmarem-se como artistas, cantoras talentosas como Rogéria, Jane de Castro entre outras.

Estamos falando também sobre um filme dirigido por uma mulher – mulher brasileira.

Leandra Leal, que já provou seu talento como atriz, agora nos presenteia com um tema interessante e, que sob a sua batuta, transformou-se em um documentário vivo, performático e sem dúvida um filme que veio para deixar sua marca.

Divinas Divas é um filme brasileiro, dirigido por uma brasileira e que nos encanta com sua visão afetiva sobre – ainda hoje – um tema ainda polêmico. E, com certeza, isso faz valer a pena assistí-lo. 

Dica: Divinas Divas está em cartaz no Shopping Galleria mas sempre cheque a grade dos cinemas antes de sair de casa, mudanças sempre podem acontecer. 

Até breve!

Gil Bastos

Mulher Maravilha – Dizem que coincidências não existem. Então só podemos tratar como excelente momento – em que tanto se fala (e se discute) o empoderamento feminino – chegar às telas o primeiro longa estrelado por uma grande heroína dos quadrinhos.

E ainda: dirigido por uma mulher. E melhor: bem dirigido.

Mulher Maravilha era esperado com ansiedade pelo público e pela crítica e não decepcionou. Claro que a história foi “mastigada” para ser de fácil entendimento pelo grande público – não espere metáforas profundas nem longo desenvolvimento do perfil da personagem. Mas toda a fórmula que se espera de um blockbuster de heróis em quadrinhos está lá: força, vilões, heroína e fantasia.

O filme foi considerado pela crítica americana como “revigorante” para o já repetitivo cenários dos últimos filmes do gênero: O filme dirigido pela americana Patty Jenkins não é um filme sombrio – é uma história pontuada por algumas cenas doces e sim, Mulher Maravilha é uma história feminina, mas por não ser necessariamente feminista e, por isso, tem alcance  amplo – não vai desagradar aos mocinhos e moções.

A longa espera valeu a pena.

Mulher Maravilha prova – que assim como enorme parte das mulheres – precisava de apenas de uma chance para mostrar a que veio. 

Dica: Mulher Maravilha está em cartaz no Shopping Galleria, no Shopping Iguatemi Campinas e no Shopping Valinhos, mas sempre cheque a grade dos cinemas antes de sair de casa, mudanças sempre podem acontecer. 

Até breve!

Gil Bastos

 

 

Não sei se para todo mundo, mas para mim a passagem dos anos se dá (também) através da telona.
Explico: São muitos anos e muitos filmes com atores e atrizes que também me acompanham nesses anos.

Não é verdade? Aquela garotinha bonitinha de um dia hoje é uma adolescente, o  galã teen cresceu e virou estrela…e o galã? Pois é, o galã também amadureceu.

Esse pensamento me veio forte ao assistir o filme Norman: confie em mim. Produção de 2017 que está em cartaz e traz Richard Gere em seus 67 anos – ainda muito charmoso – mas com uma densidade que normalmente não se encontra em seus filmes. Ponto para a maturidade!

Norman é um filme complexo onde o personagem principal (Richard Gere ótimo como Norman) não é apenas um e, sim, vários, o que acaba mostrando um Gere versátil e em ótima forma.

Mesmo que o filme se arraste um pouco em seu final o roteiro é interessante, algumas vezes inesperado, mas claro com aquela dose de “boa moral” que normalmente não falta aos filmes americanos desta linhagem.

De qualquer forma vale a pena ver a maturidade de Gere e por que não? A maturidade de Hollywood, mais uma vez louvando e curvando-se à experiência e à maturidade daqueles que um dia foram nossa “paixãozinha” no cinema.

Dica: Norman está em cartaz no Shopping Galleria, mas sempre cheque a grade dos cinemas antes de sair de casa, mudanças sempre podem acontecer.

Essa semana tive uma folga repentina e, sem pensar muito, entrei no cinema e escolhi um filme americano. Daqueles bem americanos mesmo que, de vez em quando, caem bem por não fazer pensar muito. Achei o nome bem sugestivo “Vida” (LIFE). Não li a sinopse.  Quis ter a surpresa do roteiro se desenrolando sem muitas expectativas.
Dei sorte.
Não, não é um filme profundo sobre nossa existência aqui na Terra. Aliás, bem ao contrário. Vida ( Life no original ) conta a história de 6 astronautas numa estação espacial ( não, não sou exatamente uma fã de ficção científica ), mas o filme conquista porque a missão era encontrar vida em Marte. A tal vida fora da Terra sobre a qual tantos de nós sonhamos ou preferimos acreditar que exista.
No filme ela não só existe como se desenvolve de uma forma rápida e assustadora…bom, não posso adiantar tanto a história.
O que posso contar é que mesmo não sendo um “filmão” daqueles que faz pensar ( afinal, não era mesmo essa a minha proposta ) Vida traz um pouco para perto essa expectativa realizada de encontrar vida fora da Terra e interagir com ela, contrapondo inclusive, diferentes níveis de inteligência entre “nós” e “eles”.
Vida é divertido e uma grande viagem que nos leva para longe em muitos sentidos.
E no final, não é isso que a gente quer na maioria das vezes?
Dica: Vida está em cartaz no Shopping Iguatemi Campinas e no Shopping Galleria, mas sempre cheque a grade dos cinemas antes de sair de casa, mudanças sempre podem acontecer. 

A frase título da coluna é de Ferreira Gullar e me faz pensar no papel que a arte tem em nossas vidas. Por que precisamos da arte para viver?

Não necessariamente a arte tradicional, um quadro, escultura ou aquele tipo de arte que encontra-se nos grandes museus. Mas a arte que está perto de nós.  Pode ser uma música linda que ouvimos no rádio ou mesmo o desenho que o filho traz da escola.

Claro que ao longo dos anos o que é visto como arte vai mudando e os padrões do que é ( e não é ) belo também vai sendo revisto, mas o fato é que, estar de frente com algo criado de forma original pode nos tocar de uma forma especial e nos tirar um pouco da correria do dia a dia.

Para alguns, mais do que apreciar arte, criá-la, é o que traz esse respiro ao cotidiano.

Se pensarmos que a arte distinguiu o homem das outras espécies desde o inicio dos tempos – o desenho nasceu na idade da pedra antes mesmo da escrita – criar faz parte do nosso dia a dia mesmo que, às vezes, a gente não veja como arte coisas que fazemos no nosso dia a dia.

Escrevendo, desenhando, cuidando do jardim, fazendo uma receita gostosa ou, simplesmente, elaborando um conceito e conversando com alguém… estamos criando.

No final sendo apreciadores ou criadores, o fato é que, a arte faz parte na nossa vida e de certa forma nos liberta.

Até breve!!

Gil Bastos

 

 

Para quem gosta de cinema os meses que antecedem o Oscar são excitantes. Como em qualquer disputa há quem afirme que alguns nominados simplesmente não fizeram por merecer e a lista dos considerados injustiçados também é grande. Eu, confesso, nunca gostei de unanimidades e nem de ir “na onda” dos favoritos. Gosto sempre de assistir cada filme para checar se vale “isso tudo que estão dizendo”.

Bom quem gosta de cinema certamente acompanhou o Oscar no domingo passado e esse ano a disputada estava acirrada entre filmes de perfis muitos distintos. La La Land, por exemplo, foi vencedor em 6 categorias mas é considerado por muitos chato e cheio de clichês. Já A Chegada considerado por muitos um dos melhores filmes de ficção científica já lançados faturou apenas um Oscar na categoria “Melhor Edição de Som”. Já o Oscar de melhor filme ficou com Moonlight uma obra prima com características de filme “independente” e importante dentro das discussões sociais atuais.

O certo é que a academia escolheu seus preferidos e os resultados acirram mais discussões, então se o seu preferido saiu sem a estatueta não importa. O que importa é que tocou você de forma pessoal.

Eu acredito que cinema, assim como qualquer arte, é sentido de forma íntima e individual e é essa a grande magia da arte: nos toca, emociona e faz refletir e por isso é tão marcante em nossas vidas.

Um beijo e até a próxima!

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