‘Febre’ do álbum da Copa movimenta praça do Clube Lions em Valinhos

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Todo ano de Copa, as figurinhas aparecem e roubam a cena. Crianças e adultos se empolgam e tentam completar seus álbuns. Desde quando foram lançadas em março no Brasil, diversos colecionadores se juntam, aos sábados e domingos, na Praça Lions em Valinhos para trocarem figurinhas repetidas.

São 32 seleções que participam da Copa do Mundo, e cada seleção contém 18 fotos de jogadores, uma imagem da equipe e um card cromado do escudo da confederação.

O preço do pacote com cinco figurinhas é de R$ 2,00. O álbum, é vendido por R$ 7,90. O álbum de capa dura, que é preferido por muitos colecionadores, custa R$ 49,90. Em forma de kit, com mais 60 figurinhas. Como as figurinhas tiveram um aumento significativo de uma Copa para outra, a opção de trocar figurinhas se tornou popular nos meses que antecederam a competição na Rússia.

Segundo o desenvolvedor de Embalagem Robson. As figurinhas além de serem um ótimo passatempo , são uma maneira de ensinar um pouco de geografia aos pequenos. “Começamos a colecionar figurinhas em 2014 e acabamos gostando da brincadeira. Quando eu era mais novo não tinha muito acesso a esse tipo de hobby, mas agora tenho e posso colecionar com meu filho” Comenta Robson.

História

Tudo começou no século passado. No Brasil a febre das figurinhas teve início em 1900. Era uma publicação da tabacaria Estrela de Nazareth. Cada uma das 60 figurinhas correspondia a uma bandeira de um país. Mas as figurinhas só foram cair no gosto popular depois do lançamento do álbum de estampas dos sabonetes da então recém-inaugurada Eucalol, em 1925. Foi uma estratégia de marketing da empresa para se fixar no mercado. Quem comprava uma caixa com três sabonetes levava de brinde três figurinhas. Nos anos seguintes, vieram os famosos álbuns de balas (Balas Futebol, Balas Cinédia, Balas Fruna, Balas Ruth). Que fizeram sucesso com o público infantil e, a exemplo do que aconteceu com a Eucalol, alavancaram a indústria de doces.

Os irmãos Panini eram, desde 1945, donos de uma banca de jornal em Modena, na Itália. Em 1954, fundaram uma companhia de distribuição de jornais que, mais tarde, daria lugar à fábrica de álbuns de figurinhas. O grupo é, desde então, líder mundial no setor. Com sede italiana e filiais em mais de uma centena de países. A Panini fatura anualmente cerca de 650 milhões de euros (1,7 bilhão de reais).