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Sustentabilidade: Será que realmente me preocupo com o planeta?

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O texto deste mês começa com uma pergunta para levar a reflexão de forma proposital. O tema escolhido e proposto para fevereiro foi SUSTENTABILIDADE. Para a minha coluna sobre educação, acreditei ser um assunto fácil, pois poderia explorar diversas vertentes como: “Por que a educação ambiental é importante”, “Dicas de sustentabilidade”, “Projetos de sustentabilidade”, enfim muitos caminhos me vieram no pensamento. Entretanto, antes de escrever algo, realmente tirei uns dias para observar (na prática e de forma consciente) as pessoas ao meu redor e claro, a mim mesma!

 

As notícias e nossas ações diárias

No final do ano passado, foi noticiado pela mídia: “Baleia com 6 kg de plástico no estômago é encontrada morta na Indonésia”. Foram retirados mais de 1.000 fragmentos de dentro do corpo, entre eles chinelos, copos plásticos, garrafas, entre outros. Nós nos comovemos com as imagens, só que a Indonésia é longe né, então passa e continuamos com as nossas vidas, pois não somos ativistas e nem ambientalistas fervorosos.

 

Será que realmente me preocupo com o planeta

 

Muitas vezes, nós nos esquecemos que apesar das demarcações territoriais de países, o planeta Terra é um só, se poluímos o ar, todos sofrem, se poluímos as águas, todos sofrem! Não há delimitações para a natureza, o aquecimento global é um só, a diminuição da camada de ozônio afeta a todos e por aí vai…

 

Falando mais da nossa realidade, é muito triste ver a maioria das praias após um feriado, as pessoas vão e a sujeira fica. Não precisa de nenhum mestrado para saber que lixo se joga no lixo. Isso é ter educação com o outro e com a natureza! Qual a dificuldade de cada um juntar o seu lixo e descartá-lo em local apropriado após um maravilhoso dia de praia?

Esses dias, também vi no “stories” de uma conta no Instagram que sigo de um casal viajante que eles estavam em uma cachoeira maravilhosa em meio a uma floresta (não vou lembrar exatamente o local), mas havia embalagens, latas e muito lixo nas pedras. Eles recolheram para descartar com a seguinte reflexão de que muitos se dizem da “paz”, da “natureza”, mas na verdade não tem respeito algum.

 

O que eu posso melhorar?

 

Os julgamentos fazem parte da vida do ser-humano, nós julgamos a todo o momento (conscientemente e inconscientemente). Estou em uma fase de profundo desenvolvimento pessoal que me mostra que antes de julgar, é melhor pensar na seguinte pergunta: O que eu posso melhorar?

 

Não sou de sujar praias e cachoeiras, mas como disse, aproveitei o tema para praticar a observação e dentro desse quase um mês, cheguei à conclusão que cometo muitos erros.

 

Há anos, desde que a prefeitura implementou o sistema de descarte reciclável, a minha família se adaptou e isso se tornou algo natural e normal, mas isso não basta. Porém, o que realmente fiquei preocupada foi o tanto de sacolinhas plásticas que eu deixo entrar em casa. Vou ao mercado e a frutaria semanalmente e não uso sacolas sustentáveis. Ponto negativo para mim! Tomei consciência que tenho um armarinho cheeeeio de sacolas plásticas e para quê? Não sei!

 

Pesquisando, olha só o que achei no site “Pensamento Verde”:

 

“A matéria-prima utilizada em sua fabricação, o polietileno, é uma substância não renovável, originada a partir do petróleo. Com isso, essas sacolas demoram cerca de 200 anos para se degradarem na natureza. E mais, a decomposição desse plástico polui o meio ambiente, através da liberação do gás carbônico, um dos grandes causadores do efeito estufa”.

 

A solução é tão simples, apenas levar as sacolas sustentáveis e colocar como um hábito na hora das compras. Vou me esforçar! Para você que já faz isso, parabéns! Tem o meu profundo sentimento de admiração!

 

Recentemente, também ouvimos falar sobre a proibição de canudos plásticos, o que sinceramente, eu sou totalmente a favor. Basta apenas uma mudança de hábito para nos adequarmos. Os estabelecimentos que já aderiram têm o meu respeito. Lembro que estava com o meu marido em um restaurante na praia e pedimos canudo, mas eles não tinham, foi aí que comentaram sobre a nova Lei e achamos o máximo já terem aderido.

 

Realmente, são pequenas mudanças de hábito, de pensamentos, de ter consciência dos atos pensando em um bem maior, porque apesar de ser jargão, por mais pequena que seja a ação, fará toda a diferença. Realmente temos que fazer a nossa parte e ir nos tornando pessoas mais sustentáveis, mesmo que inseridas em uma sociedade extremamente consumista.

 

Deixo uma reflexão para vocês:

 

“A base de toda a sustentabilidade é o desenvolvimento humano que deve contemplar um melhor relacionamento do homem com os semelhantes e a Natureza”.

Nagib Anderáos Neto

 

 

Larissa Alves Macan é formada em Comunicação Social: Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC Campinas), Fotografia pela Arquitec (Escola de Artes e Design), Marketing Digital pela Udacity e traz dicas e reflexões sobre educação para os leitores da Agenda In.